Existem diversos tipos e intensidades de Depressão. Por sua multiplicidade de facetas, não é incomum que encontremos casos que tardam a receber o diagnóstico e tratamento adequados. A concepção de senso comum acerca do transtorno é marcada por equívocos e, por isso, alguns sintomas deixam de ser reconhecidos como tal e ficam negligenciados. Embora a grande maioria das pessoas associe depressão a tristeza, não necessariamente esse será o sinal mais marcante. Homens deprimidos, por exemplo, costumam apresentar como afeto prevalente a irritabilidade e o mal humor.

Outro exemplo diz respeito ao engano de creditar sintomatologias extremas a pessoas depressivas. Em muitos casos, o paciente se mantém funcional, sem que isso afete de forma direta seus compromissos.

A depressão vai muito além da tristeza. Consiste numa espécie de desvitalização, na perda da capacidade de atribuir sentido a vida, de desfrutar prazeres. Ainda que em muitos casos consiga se manter funcional nos âmbitos profissional e social, a pessoa deprimida cumpre todas suas tarefas num automatismo vazio, destituído de qualquer significado.

Há um rompimento com a capacidade de projeção de futuro. Quem se deprime torna-se incapaz de fluir de acordo com os altos e baixos que movimentam o existir. Não há aposta no amanhecer, na chance da melhora, da transformação. Torna-se muito difícil reconhecer que a vida pode continuar pulsar em meio a dor.

Se em algum momento você se reconheceu ao longo da leitura desse texto, não deixe de buscar por suporte adequado. É fundamental que possa se interrogar acerca de todas essas questões. Certamente você poderá se beneficiar de um trabalho psicoterápico.

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